Quando o peito fortemente aperta.
Arrebentam como ondas, as lágrimas.
Sem defesa, deixo a porta entreaberta.
E fico dentro de mim, meio que desperta.
*
Minha boca destila amargura.
Na garganta impera a secura.
Então contorcem-se minhas entranhas.
E sinto-me deveras triste e estranha.
*
Mas, quem sou eu no entanto?
Onde foi parar meu lindo canto?
Minh'alma sofre em delírios.
Pois a vida fica gris e sem encanto.
*
Licia Falcão Rodrigues da Silva

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