Nunca pensei em ter uma profissão.
Minha mãe dizia que não chegava a tostão.
Quem foi fadada pela vida à "vintém".
E "negro", nunca seria ninguém.
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Segui tropegamente pela vida.
Encontrava gente que me machucava.
Mas a alma doída seguia angustiada..
Insistente e às apalpadelas, me aguentava.
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Nunca pensei em fazer Faculdade.
"Negro não é respeitado, deixa de insanidade".
Mas aconteceu; e numa Faculdade me formei.
E uma excelente pedagoga, me tornei.
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Excelente, porque li isso em relatórios.
Ouvi em cochichos a constatação.
De muitos que não esqueciam minha cor.
Mas sentiam e viam a minha dedicação.
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Ser mãe, nunca acreditei que meu ser,
Seria capaz de gerar com prazer.
Mas Deus me deu dois filhos amados.
Que são pessoas de bem e equilibrados!
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Avó? Ah, isso senti que era demais!
Morreria antes que isso acontecesse.
Sentir esse orgasmo? Nunca, jamais!
Mas Deus permitiu que isso também sentisse.
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Sentisse esse inenarrável prazer ,
de ter nos braços o filho do meu filho!
Estou perto de profecia infundada desmascarar.
Pois hei de ninar, a filha da minha filha!
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"Esforça-te e te ajudarei", diz o Senhor!
Esse é o cerne da verdade.
Nunca desprezar o poder do Criador.
Nem acreditar nas mentiras do opositor.
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Licia Falcão Rodrigues da Silva.
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Obs: Passei para a Escola Normal Carmela Dutra em 1968, indo lecionar numa Escola Pública, logo após a formatura. Trabalhei na mesma Escola Escola Municipal Antônio Francisco Lisboa, até me aposentar. Comecei a lecionar no Estado do RJ em 1972.
Passei para a UFF em 1976.