sábado, 27 de agosto de 2011

PREOCUPAÇÃO DE UMA MÃE.

Quero ver meus filhos amados.
Realizados e bem aventurados.
Primando por viver com qualidade.
Hoje ou em qualquer idade.
*
Meu coração arde de amor
Por eles que são adultos.
Já conhecem o poder do Senhor
E como a Ele prestar cultos.
*
Às vezes começo a ficar preocupada.
Mas prefiro com Deus as suas vidas deixar.
Pois pra Ele o impossível é nada.
Seu prazer é da humanidade cuidar.
*
Então aquela dor de preocupação.
Que quer transtornar meu coração.
Faz-me crer que não os amo
mais do que o Deus a quem clamo.
*
Licia Falcão Rodrigues da Silva

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

CHUVA QUE ABENÇOA.

Chuva seródia que cai.
Evapora e logo  recai.
Enche a terra de produtividade.
E abençoa a humanidade.
*
Pode ser natural ou fruto da inteligência.
Dos cientistas que vivem em constância.
À procura de melhoras para a vida.
A água seja como for é bem-vinda
*
Chuva que rega o nosso pão.
Bendita sejas, pois és canção.
Para o agricultor que na terra planta.
És a bênção que retribui toda labuta.

Licia Falcão Rodrigues da Silva

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

NÃO É BEM ASSIM...

Dizem que envelhecer é bom; nos dá um bojo de experiências
que denota maturidade, e, isso faz a gente ter uma
qualidade de vida mais equilibrada.
Na verdade, observo que o tempo passou pra mim, e tenho
sentimentos totalmente antagônicos.
Seria uma falsa verdade, dizer que vivo melhor agora,
porque tenho estabilidade e experiências.
Onde está o respeito às minhas limitações
e aos meus cabelos embranquecidos pelo tempo?
Meu corpo enfraquece com tantas enfermidades trazidas
por esse tal tempo. Os mais jovens desprezam
os que têm mais idade e nos tratam com asco.
Maldizem a terceira idade, como uma praga que assola o mundo.
Nessa hora, procuro os meus trunfos e constato que
eles estão dentro de mim e que a realidade externa
é implacável, mesquinha e deprimente.
*
Licia Falcão Rodrigues da Silva.



sexta-feira, 12 de agosto de 2011

PAI, VOCÊ É ESPECIAL!

Pai, quando chega a incerteza.
Posso contemplar sua grandeza.
Você compreende como é a lida.
E ajuda a melhorar a minha vida.
*
Mesmo sem falar você pode discernir.
E ajuda-me da procela emergir.
Seu carinho, pai, é inenarrável.
Amo o seu jeito de por mim ser responsável.
*
Pai, você não é para mim ostentação.
Pois sei que resido no seu coração.
Esse amor não cessa de me admoestar
E estender seus braços pra de mim cuidar.
*
Licia Falcão Rodrigues da Silva.



HONRADOS SEJAM OS PAIS.

Deus deu aos pais o dom de abençoar.
Eles significam amor e segurança.
As mãos que protegem uma criança.
São as mesmas que vão o pão providenciar.
*
Deus entregou a cada pai uma força.
Um sentimento que o faz provedor.
O que ameniza o cansaço dessa liça.
É dos seus filhos receber amor.
*
Filhos, honrai sempre o vosso pai.
De agradecer-lhe nunca deixai.
Para tê-lo sempre ao vosso lado.
Feliz, satisfeito e realizado!
*
Licia Falcão Rodrigues da Silva.



quinta-feira, 11 de agosto de 2011

MEU PENSAR COMO POETISA.


Às vezes escrevo o que imagino,
o que seria, se não fosse imaginação.
Às vezes escrevo o que vivo,
Mas quase sempre não vivencio o que escrevo.
É uma mistura de ilusão com exagero
ou minimização da verdade da poetisa.
Não sei se me fiz entender,
mas a intensão de clarificar
não tem dimensão.
Então fica valendo o bom intento
e a vontade
de que me entendam, sempre!




sábado, 6 de agosto de 2011

A GÉLIDA ESCURIDÃO.

Não há condições de viver.
Estando no fundo do poço.
Mesmo que quisesse esquecer.
É difícil, admito que não posso.
*
Lá embaixo, na escuridão.
É gélido e sem compaixão.
Só consigo as sombras ver.
E amargar meu sofrer.
*
Mesmo com tantos tratamentos.
Eu não paro de padecer.
São vis os meus momentos.
Pois me recolho no meu ser.
*
Sei que Deus não me esquece.
Com Ele eu posso contar.
Pois de mim se compadece.
Sua boa mão vai me resgatar.
*
Licia Falcão Rodrigues da Silva.



RETORNO À AGONIA.


Parecia que logo meus pés estariam firmes na vida.
O fosso em que me encontrava, ensaiava devolver-me
aos poucos, ao convívio das pessoas e dos familiares.
De repente, caí novamente naquele lugar abjeto e escuro.
Não consegui meu intento.
Aqui estou eu, sem conseguir sequer mexer-me. A dor que
invade meu peito, sobe até a mente e o martírio se completa.
Fico apenas a expectar a vida, mas totalmente sem condições
de sentir-me integrante dessa bênção que é viver.
Os médicos, tentam ajudar fazendo-me dormir, para que
não sinta tanto o frio e a escuridão desse poço tão cruel.
Espero em Deus, pacientemente, que Ele abençoe os
medicamentos e eu consiga emergir em direção
à vida o mais rápido possível.
*
Licia Falcão Rodrigues da Silva.