sábado, 31 de maio de 2014

COR E CANÇÃO (SINESTESIA).


O cinza devaneou entre suas matizes.
Outras cores também  primorosas.
Viajam em seus tons como o rosa.
Ou ficam procurando as suas raízes.
Para tonalizar o "seu belo", como o azul.
Transformando-os em variados tons.
Que aparecem sempre belas e estupendas.
Entre outras cores, maravilhosos sons.
Arrebatadoras e magníficas canções.
Sinestesia que embevece; lindas prendas.
Que saem do jardins, direto para os corações!
*
Licia Falcão Rodrigues da Silva.

sábado, 24 de maio de 2014

SEM SABER.




Do canto da janela entreaberta,
Sentia no meu rosto, um cálido vento.
Estava em busca de um pouco de alento.
Seguia pensativa e ao mesmo tempo, alerta.
*
Pensava eu, que a morte acorrentava.
Mas essa minha premissa, não procede.
.Correntes terríveis, fazem a vida furtiva,
rápida,  insuficiente e quem se despede?
*
Coração atribulado, machucado, fica calado.
No derradeiro dia que podia haver despedida.
Os sentimentos, pela dor são desrespeitado...
Pois doravante fazem parte do passado.
*
Pedras pontiagudas que feriam meus pés.
Meu chão deveras seco e rachado,
que parecia treinamento dos quartéis.
Querendo chegar, sem saber que já era chegado.
*
Licia Falcão Rodrigues da Silva.

domingo, 18 de maio de 2014

CRIANDO RAÍZES EM CRISTO.


A Bíblia diz, que é bem-aventurado.
Quem não pede conselhos a estranhos.
Nem cogita aceitar ilícitos ganhos.
Mas na sua vida, Cristo é sempre louvado
*
Ser mais que feliz, é ter prazer na lei do Senhor.
Levantar cedo, todos os dias para nela meditar.
No Senhor e na sua lei, vivenciar com amor.
E o bem-aventurado, se apraz em enraizar. 
*
Agindo assim, ele é comparado.
Em árvore de frutos com sabor garantido
Por que é robusta, forte e enraizada.
Por isso em nada, ela será abalada.
*
Dá muitos frutos, mas no tempo certo.
É frondosa e suas folhas não murcham.
Passa pelo vento que vai pro deserto.
Mas os seus frutos, florescem e prosperam.
*
Licia Falcão Rodrigues da Silva.
*
Baseada na mensagem do Pastor Marcio Pepe.
ICNV da Abolição. 18/5/14 noite


sexta-feira, 16 de maio de 2014

A LUZ DO TEU OLHAR.



Sempre quis ser sua estrela.
Brilhar para roubar o seu olhar.
Dançar para o seu pensamento elevar.
Encher de luz o seu pensar.
*
Um dia, consegui que você me visse.
Então minha estrela cintilou.
Você inebriado se encantou.
E de mim afinal se aproximou.
*
Era forte, amor, a luz do seu olhar.
E os nossos olhos, por encanto se fitaram.
De você, não conseguia me afastar.
Foi assim, que se formou a nossa alcova, nosso lar.
*
Licia Falcão Rodrigues da Silva.

domingo, 11 de maio de 2014

QUASE FUI ABORTADA.



Até aos oito meses de gravidez, mamãe tentou me abortar.
Coitada, posso entender as aflições que ela sentia.
Quase sempre mendigando para poder nos alimentar.
Perdoo minha mãe e aplausos quero lhe ofertar.
*
Às vezes fico absorta em meus próprios pensamentos.
E se eu não existisse, como poderia, amar tanto a minha filha?
E se Deus não intervisse, como tirar tanto amor pelo meu filho?
Como poderia afagá-los e lhes dar tantos conselhos?
*
E meus netinhos amados, meu remédio mais forte.
Hoje posso me ufanar porque Deus me fez driblar a morte.
Meus filhos e netos são meus tesouros e mudaram minha sorte.
 Deus fê-los um  jardim florido, colorido e perfumado.
Que Ele tem como bálsamo, no meu coração aplicado.
*
Licia Falcão Rodrigues da Silva. 
*
Amo vocês: Felipe, Viviane, Gerliene, Ademares, Davi, Rebeca e Sarah.

sexta-feira, 9 de maio de 2014

CORAÇÃO ÓRFÃO SEM VOCÊ, MÃE.




Mãe querida, como queria você aqui agora!
A saudade é tirana, porque me devora.
Penso em você, como válvula de escape.
Pois sempre me amava da noite até a aurora.
*
Mãezinha, fiz de tudo para lhe atender.
Até desejei sua doença, para não vê-la sofrer.
Desesperada, orava e pedia a Deus pra me responder.
Mas Ele, o Soberano, resolveu lhe recolher.
*
Porém, até hoje, mãe, lembro do seu cheiro.
Que a saudade faz eu sentir por inteiro.
Lembro-me do seu colo, dos seus afagos.
Do seu cuidado e preocupação, nunca pagos.
*
Impagáveis, porque não há riqueza que possa pagar.
Amor inefável, indizível, coisas que vêm do coração.
O quê me resta, é do lado esquerdo do peito lhe guardar.
E tecer com carinho pra você mãe querida,uma linda canção!
*
Licia falcão Rodrigues da Silva.