quarta-feira, 17 de outubro de 2012

PROSTRAÇÃO.

 
Nem precisava vê-lo, amor!
Seus passos, seu perfume.
Aliviavam a minha dor.
E me deixavam em torpor.
*
Imaginava você entrando.
Eu em seus braços me lançando.
Na sala agarradinhos dançando.
Nas preliminares do amor.
*
Seu cheiro provocava em mim.
Algo que não sei explicar.
Um frenesi colorido assim:
como um jardim inteiro a brotar.
*
Mas num enfadonho dia.
Desapareceu sem vestígios.
Deixando comigo a elegia.
Meu ser inteiro em litígio.
Desânimo e prostração da porfia.
*
Licia Falcão Rodrigues da Silva.


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