quinta-feira, 28 de abril de 2011

FERA FERIDA

Nós duas conversando.
È como um monólogo.
Quando começo a falar.
Você procura fugir logo.
Ou finge estar distraída.
Muda rápido de assunto..
Mas está apercebida.
Faz para machucar.
Deixa claro a sua investida.
Fato que faz a dor mais doída.
E torna essa minha vida.
Ainda mais sofrida!
*
Licia Falcão Rodrigues da Silva

sábado, 23 de abril de 2011

A FRAGILIDADE HUMANA.


Ninguém está devidamente preparado.
Somos nós demasiadamente fracos.
Para enfrentar da vida os trancos.
A morte, a doença, o inesperado.
*
Para ser feliz, o "homem" foi criado.
Por isso, não aceita a infelicidade.
Muito sofre , triste e desesperado.
Quando acontece uma fatalidade.
*
De Deus imagem e semelhança.
Esquece de buscar NELE a destreza.
Agradecê-Lo durante a bonança.
Segurar Sua mão, quando vem a tristeza.
*
Licia Falcão Rodrigues da Silva.




sexta-feira, 22 de abril de 2011

"EXAMINE-SE CADA UM A SI MESMO" ( RECADO DE PÁSCOA)


Páscoa quer dizer renascimento.
Precisamos aproveitar o momento.
Para abrir o coração, sem fingimento.
E fazermos uma introspecção!
*
Jesus por sua grande bondade.
Doou sua vida com imenso sofrimento.
Pensava Ele na humanidade.
Doava-nos o contentamento!
*
Mas o "homem" foi se distanciando.
Do amor, do partilhar, da compaixão.
E permitiu que a maldade fosse crescendo.
E tomando conta do coração!!
*
Hoje, a vida humana não tem valor.
Por motivo fútil, o "homem" mata.
E a irracionalidade aos olhos salta.
Quando se vive com rancor!
*
É Páscoa! Que cada um se examine.
Que a maldade sórdida se elimine.
E haja entre os "homens" amor.
Como nos manda nosso Senhor!
*
Páscoa combina com bondade.
Com mudança dessa realidade.
Com pôr fim a tanta maldade.
Pra vivermos em fraternidade!
*
"Examine-se depressa o homem."
Consiga ver o que está cometendo
Que as crueldades que estão acontecendo.
Virem paz, amor e alegria! Amém!
*
Licia Falcão Rodrigues da Silva




segunda-feira, 11 de abril de 2011

MEU DOCE AMOR


Quando se perde um grande amor.
Uma imensa ferida se abre no interior.
O tempo passa e se tem a ilusão.
Que o presente, sarou o coração.
*
Mas quando a gente se vê sozinha.
Ninguém entende o seu sonhar.
Acontece o que não se podia imaginar.
A paixão antiga chega para machucar.
*
Pensa-se estar estruturado.
Mas o coração guardou adornada.
A paixão antiga, que retorna devagar

segunda-feira, 4 de abril de 2011

"PORRETES ABENÇOADOS"


Era uma vez ,um velho sanfoneiro que gostava de molestar  menininhas.

O safado tocava sanfona numa igrejinha e ele era bem conceituado.

As pessoas mal sabiam que ele na verdade, era um lobo vestido de ovelha, um pedófilo.

Um dia o velho dissimulado persuadiu a mãe de Nina a deixá-la uma noite em sua casa argumentando que ajudaria nas despesas e também compraria sapatos e roupas para a menina.

Dona Almerinda, mãe de sete filhos, lavadeira mergulhada na pobreza, não hesitou em entregar nas mãos do velhaco sua garotinha de sete anos de idade.

Sempre que a mãe avisava a filha que ela iria dormir na casa do velho, ela chorava e pedia para não ir, mas nada adiantava.

Um dia suas irmãs mais velhas vendo o desespero de Nina toda vez que isso acontecia, perguntaram-na o porquê de tanto sofrimento.

A menina amedrontada  a princípio titubeou, mas com a insistência das irmãs terminou por contar a verdade.

Rapidamente as irmãs começaram a fazer combinações engenhosas para o dia da vingança.

Jaci e Telma foram até uma obra próxima  e cataram toras de madeira com tachinhas. Levaram para casa e estocaram com cuidado para que não fossem descobertas.

Chegou o grande dia de colocar o plano em ação.

Era domingo e o velho devasso convidou a menina para dormir em sua casa novamente.

 Desta vez as irmãs imploraram a Dona Almerinda para irem junto com a Nina, alegando que como ela, poderiam ganhar sapatos e roupas também.

A mãe mordeu a isca. Essa era a parte inicial do plano.

As irmãs pegaram as toras de madeira escondidas e oraram pedindo a Deus que abençoasse as tais ferramentas para dar uma grande lição no velho tarado.

Elas saíram com tudo sem que ninguém percebesse.

Já na casa do velhote, todas foram acomodadas por ele em camas separadas.

Jaci, Telma e Nina combinaram fingir que estavam dormindo.

O velho vendo que “dormiam”, apagou as luzes e logo aproximou-se sorrateiramente de Nina.

Telma comandava a operação de vingança. Ao seu sinal todas cairiam de pau em cima do velho.

Contudo Jaci, quase estragou o plano querendo antecipar a pancadaria.

Telma segurava o braço de Jaci até o momento certo lhe pedindo calma.

É agora! Disse Telma.

As irmãs tiraram as toras debaixo dos travesseiros e começaram a surrar o velho lembrando aos gritos o motivo pelo qual estava apanhando.

Jaci só batia! Não sabia onde estava batendo pois estava tudo escuro.

Telma grita para Jaci: “ pode acender a luz que eu garanto”!

A pancadaria continuou. Agora Telma e Jaci sabiam onde estavam batendo.

Após a surra as meninas deitaram juntas numa mesma cama ainda armadas de porretes e ouviam de longe o velho gemendo de dor.

No outro dia o tal pedófilo estava bem dolorido, mesmo assim deu dinheiro para as meninas.

Dona Almerinda as esperava na igrejinha e ainda pensava que ele era um homem digno e bondoso, e só queria ajudar.

A noite o velho sanfoneiro apareceu na igrejinha todo arrebentado dizendo a quem perguntava, que tinha levado um grande tombo de cara no chão.

Essa foi a última vez que o velho safado“ ajudou” nas despesas” de Dona Almerinda.

As irmãs só diziam: “ê porrete abençoado”!!!


*

Licia Falcão Rodrigues da Silva.


Viviane Rodrigues da Silva

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Que vazio; que falta de canção!
Sem você fica tudo tão frio...!
Falta coragem, empatia e emoção.
Pra balsamizar meu aflito coração!
*
Seu companheirismo e parceria.
É tudo para alguém à margem.
Da loucura, da depressão, da esteria.
Só você entende a minha linguagem!
*
Estou como ave sem ninho.
Como flor sem perfume e sem cor.
Como um frasco de cristal vazio.
Sem viço e sem olor, a procura de amor!
*
Licia Falcão Rodrigues da Silva.