sábado, 14 de julho de 2012

NOSSO DESTINO.

   Até o dia em que voltarmos a trilhar a mesma estrada, estaremos passando, por lugares íngremes, plúmbeos, de águas escuras e amargas.
  Ai do nosso arabesco, ai dos nossos corpos desnudos e fracos. O céu que nos cobre é gris e a terra sob os nossos pés é inóspita.
   O anseio de redescobrir um ao outro, saber o nosso destino, esbarra num precipício que nos desanima, pois somos incapazes de superá-lo.
     Vivemos então a dor, de não podermos nos tocar. Nossos perfumes foram derramados em terra árida, e, os nossos corpos,   antes envolvidos em óleos emolientes, hoje estão a ermo e perdidos.
        Nossos beijos antes como o mel que lambuzava  o prazer e afinava a canção do clímax do amor, escapou-nos.
          Assim, sôfregos e às apalpadelas, vamos buscando aquela estrada, por onde andamos felizes, por tantos anos. 
                                                      *
Licia Falcão Rodrigues da Silva

 

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