Até o dia em que voltarmos a trilhar a mesma estrada, estaremos passando, por lugares íngremes, plúmbeos, de águas escuras e amargas.
Ai do nosso arabesco, ai dos nossos corpos desnudos e fracos. O céu que nos cobre é gris e a terra sob os nossos pés é inóspita.
O anseio de redescobrir um ao outro, saber o nosso destino, esbarra num precipício que nos desanima, pois somos incapazes de superá-lo.
Vivemos então a dor, de não podermos nos tocar. Nossos perfumes foram derramados em terra árida, e, os nossos corpos, antes envolvidos em óleos emolientes, hoje estão a ermo e perdidos.
Nossos beijos antes como o mel que lambuzava o prazer e afinava a canção do clímax do amor, escapou-nos.
Assim, sôfregos e às apalpadelas, vamos buscando aquela estrada, por onde andamos felizes, por tantos anos.
*
Licia Falcão Rodrigues da Silva

Nenhum comentário:
Postar um comentário