de brilhantes, e, a terra mostrando toda a sua exuberância.
Um chão com cheiro de terra molhada, ambiente apropriado
para ser germinado. As águas descendo das cachoeiras e
levando consigo a esperança de boa colheita aos agricultores.
Há uma paz inefável e eu participando extasiada de toda aquela beleza, mal conseguia raciocinar. Comecei então a colocar flores que encontrava pelo caminho, nos meus cabelos.
Foi então que lembrei-me de nós dois. Desmanchávamos de felicidade, quando víamos a natureza assim. O romantismo nos assaltava de tal forma, que um simples toque de mãos, incendiava
os nossos corpos. Caíamos na água do lago formado pela cachoeira,
e namorávamos, até que os gemidos de prazer, nos fizessem descansar na relva. Ali, a brisa fresca batia em nossos rostos como doce melodia e hibernávamos, até a manhã ser invadida pela luz do sol, que nos tirava daquele estado de torpor e nos fazia lembrar
que nascera um novo dia e precisávamos nos juntar aos outros e trabalhar.
*
Licia Falcão Rodrigues da Silva.

Nenhum comentário:
Postar um comentário