Este texto é uma resposta ao belo texto do escritor; Lavinskvetter.
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Quem sabe eu seja a coragem que traz à tona a tua força, os teus cabelos longos e grisalhos que mostram que ainda és linda, o passar do tempo, a água de cheiro que acaricia a tua pele, que brilha mesmo sem os cosméticos da indústria da beleza. Quem sabe eu seja a mentira tétrica, que talvez por orgulho ferido, insiste em dizer que teu corpo envelheceu. Quem sabe, eu seja a melodia que envolve a tua alma e te faz dançar e festejar o teu momento, com serenidade, como serena a vida deve ser vivida.
Quem sabe eu seja o fervor que capta dentro dos teus dias, os fragmentos de felicidade, e os transforma em mel que te desce pelos cantos da boca. Quem sabe eu seja a tua paz, ou então... então eu seja a tua experiência prazerosa, o orgasmo do teu viver...
Quem sabe?
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Licia Falcão Rodrigues da Silva.

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