
No banco de uma praça.
Sentei ao lado de um passarinho.
Eu fiquei bem quietinha.
E ele com graça, paradinho!
*
Não demorou muito essa situação.
Falei-lhe do amor perdido: abri meu coração.
Ele me fez entender que talvez pudesse ajudar.
Cantando em minha janela pra me consolar.
*
Pus a mão no seu frágil corpinho.
E ele, com estilo e em retribuição.
Cantou-me uma melodia de carinho.
Da qual senti enorme emoção!
*
Tornou-se meu companheiro.
Nunca mais nos separamos.
Ele passou a ter um poleiro.
E nós, um cantinho pra conversarmos!
*
Licia Falcão Rodrigues da Silva
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