domingo, 19 de junho de 2011

O AMOR VEIO COMO A CHUVA.


A chuva caía com veemencia.
Os pingos fortes pareciam escreverem
uma partitura no chão.
Que música eles escreveriam?
 E eu jamais dançaria
na chuva.
Estava triste e gélida.
Aquele aguaceiro molhou também meu âmago.
E eu não reagia aquele estado de torpor.
Até que alguém pegou-me pelo braço.
Consolando-me deu-me um abraço.
Chorei muito e minhas lágrimas
misturavam-se à chuva,
intermitente que caía.
E parece mentira, mas eu e aquele homem
dançamos na chuva.
Ele tornou-se meu grande amor.
Fruto daquele doce e terno abraço!
*
Licia Falcão Rodrigues da Silva




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