Hoje estou conscia de quem sou.
Uma certeza invadiu o meu âmago e despejou amargura no meu coração.
Se é doença, não sei, mas deixou-me com uma sensação de que fui vituperada.
Sou uma pessoa sem perspicácia, cuja hesitação, afasta qualquer probabilidade de sucesso.
Visto-me com a túnica da tristeza e o manto da incapacidade para tornar inviável os meus projetos.
Eu mesma me faço oprobio, lançando meu brio às feras.
Aquilo que me faz bem, torna-se para mim, ínfimo, e, com impostura os chamo de sórdidos.
Onde está a minha honradez?
Estou perigosamente fraca ante a leitura de que a minha vontade, sempre se divorcia da minha força.
Entro então no dominio dos devaneios e mergulho na privação do bem estar.
Na minha cruel parcimonia, me acovardo socialmente, preferindo viver à margem da existência, a tentar a qualidade de vida, chamada felicidade.
Os planos viajam no papel e na mente, mas não há pelo menos a tentativa de realizá-los.
Com um amontoado de rumores, e, demasiadamente fraca, renuncio a meus objetivos.
Mesmo abatida, tenho o dever de assumir que não tenho coragem, que como a alavanca, impulsiona a vida!
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Licia Falcão Rodrigues da Silva

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