segunda-feira, 7 de março de 2011

CARTA ABERTA PARA O MEU TERAPEUTA. Licia Falcão

Caro Doutor Marcos;
Meu cotidiano está se tornando insuportável!
A depressão tem se apoderado da minh'alma indefesa por sua ausência.
Sinto falta do seu sorriso, do seu abraço terapeutico e dos seus ensinamentos.
Você me ensinou a fazer várias leituras de uma situação.
Estou tentando convencer-me de que você está bem, apenas tirando merecidos dias de folga.
Pena que estou sofrendo com a falta de notícias, já que você  não estava muito bem.
Por enquanto, estou como a flor que caiu do galho e tenta manter seu viço jogada numa grama.
Meu interior, chora e grita em silêncio, como a árvore cujo tronco lhe é cortado 
e a sua copa é lançada no fogo, ainda viva.
Meus "ais" me fazem delirar perigosamente.
Às vezes, parece que saio do chão, para suportar a dor de não ter ninguém 
pra me ouvir e me incentivar a arrancar do meu peito a amargura que tanto me subjuga
afetando com tédio a minha auto-estima
Volte logo, meu perfume, meu lume, meu amigo leal!
Beijos da sua paciente, impaciente,
Licia.



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Licia Falcão Rodrigues da Silva.

Um comentário:

  1. Ei doutor Marcos;
    Será que você pode tirar um tempinho para ler a minha cartinha? Beijos Perfumados! Licia

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