sábado, 12 de fevereiro de 2011

SAUDADES DA INFÃNCIA


Lembro-me de um lugar.
Calmo e primaveril.
Nele eu ia brincar
Correr, ficar suada.
Ia subir no balanço.
Uma cota abençoada!

Lembro-me que meu primo.
Sempre me dava as mãos
Quando estávamos correndo.
Os barrancos barrentos descendo.
E jogando-nos no chão.
Em total descontração!

Sinto tanta saudade da praça.!
Com chafariz e coreto.
Um lugar cheio de graça.
Onde olhávamos os garotos.
E fazíamos travessuras.
Tipo, pular das alturas!

Era um lugar de brisa fresca.
Gostoso para tomar sorvete.
Onde colhíamos flores na cerca.
E fazíamos um ramalhete.
Pra na hora de ir embora.
Chantagear uma demora!

Nossas pobres alpargatas.
Quase viravam sucatas.
E olha que corríamos descalços.
Perdíamos bonés, cintos, laços
Mas eram momentos sem preço.
Pela diversão, alegria e apreço!!!!



*

Licia Falcão Rodrigues da Silva.

2 comentários:

  1. Pena que não saem lágrimas dos meus olhos, mas voce me fez chorar de alegria ao ler que faço parte desse seu mundo de lembranças e poesias. Um beijo prima!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oh, primo! Que bom ver você comentando o meu trabalho! Uma das grandes frustrações que tenho, é saber que a minha própria família não me apóia e nem vem dar uma olhadinha no meu Blog. QUE BOM QUE VOCÊ VEIO! SEJA BEM-VINDO! VOLTE SEMPRE QUE QUISER.Beijos, primo!

      Excluir